Marafo Records

Kiko Dinucci e Bando AfroMacarrônico "Pastiche Nagô" (LP, novo, lacrado, capa silkscreen)

Estado: NOVO
Formato: LP
Ano: 2016
País: Brasil
Condição Capa/Disco: S / S (?)

Lançado originalmente em 2008, o álbum de estreia de Kiko Dinucci ganha finalmente uma versão em vinil, edição limitada de 500 cópias com capa serigrafada, sendo também o primeiro lançamento da Marafo Discos como selo.
Recomendadíssimo! Favorito da casa!

Confira "Rainha das Cabeças".



VENENO NO SAMBA por Ramiro Zwetsch

Lançado em 2008 pelo selo Desmonta, o CD “Pastiche Nagô”fez a cabeça de muita gente. O trabalho de Kiko Dinucci e Bando Afromacarrônico alcançou um público que gostava de samba, mas também ouvia rap, jazz, rock… O samba tinha saído daquele lugar nobre onde os mestres do assunto (Cartola, Adoniran, Noel, Cavaquinho, Paulinho, Martinho etc.) reinam há décadas pra dar rolê pelas mãos de um músico que curtia (curte até hoje) punk e quadrinhos. Isso tem um efeito na obra e no ouvinte: é samba, mas tem um veneno diferente.

Corta a cena. Em pleno 2016, eis que o disco é lançado em vinil pela Marafo Records “Pastiche Nagô”, aliás, é o primeiro título do catálogo do selo. Nesses oito anos, muita coisa aconteceu. A banda Metá Metá – formada por Kiko Dinucci com a cantora Juçara Marçal e o saxofonista Thiago França – gravou três discos que resultam em uma das obras mais relevantes da música brasileira deste milênio e o Kiko botou seu violão e sua guitarra para trabalharem em mais um monte de discos inspirados que saíram nesse período: “Encarnado”(da Juçara), três com o projeto Passo Torto, “A Mulher do Fim do Mundo” (Elza Soares), “Malagueta, Perus e Bacanaço” (do Thiago) e mais um tanto.

É interessante voltar no tempo e lembrar que “Pastiche Nagô” foi o primeiro capítulo dessa história e o melhor jeito de fazer esse tipo de viagem é através do vinil – que, aliás, foi prensado na República Tcheca e está soando muito bem. A arte original, serigrafada em papel kraft, ficou ainda mais classuda.
Newsletter