Analog Africa

SPACE ECHO - v/a - AA No.20 (2xLP, novo, lacrado, importado)

Estado: NEW
Formato: 2xLP
Ano: 2016
País: Alemanhã
Condição Capa/Disco: S / S (?)

Analog Africa No.20 - SPACE ECHO
The Mystery Behind the Cosmic Sound of Cabo verde Finally Revealed

Confira “Mino Di Mama” por Quirino Do Canto.
Grande favorito da casa! Super recomendado! Mas não perde a chance de ler abaixo a história atrás…


In the spring of 1968 a cargo ship was preparing to leave the port of Baltimore with an important shipment of musical instruments. Seu destino final era Rio de Janeiro, onde se realizaria a exposição EMSE (Exposição Mundial do Son Eletrônico).

Foi a primeira exposição do tipo a acontecer no Hemisfério Sul e muitas das principais empresas no campo da música eletrônica eram envolvidas. Rhodes, Moog, Farfisa, Hammond e Korg, para citar alguns, estavam ansiosos para apresentar seus mais recentes sintetizadores e outros aparelhos para um crescente e promissor mercado sul-americano, liderado pelo Brasil e pela Colômbia.

O navio com os bens saiu no dia 20 de março numa manhã calma e, misteriosamente, desapareceu do radar no mesmo dia.

Pode-se imaginar a surpresa dos aldeões do Cachaço, na ilha de São Nicolau de Cabo Verde, quando alguns meses depois eles acordaram e encontraram um navio encalhado em seus campos, no meio do nada, a 8 km de qualquer litoral. Depois de consultar os idosos da aldeia, os moradores decidiram abrir os containers para ver o que estava por dentro. Mas por causa de fofocas rápidas, a polícia colonial já havia chegado e asseguraram a área.

Cientistas e médicos portugueses foram ordenados para a cena e depois de semanas de estudos e pesquisas completas, concluiu-se que o navio havia caído do céu. Os moradores locais brincavam que o governo, de novo, havia desperdiçado o dinheiro do imposto em um exercício inútil, pois um simples olhar para a cratera gerada pelo impacto explicava o fenômeno!

O que os aldeões não sabiam, era que traços de partículas cósmicas foram descobertos no barco. O arco do navio mostrou vestígios de calor extremo, muito semelhantes aos vestígios encontrados nos meteoros, sugerindo que o navio penetrou no hemisfério em alta velocidade. Mas essa teoria não fazia sentido, pois tal impacto teria reduzido o navio em pó. O mistério permaneceu.

Finalmente, uma equipe de soldadores chegou para abrir os containers e toda a aldeia esperou ansiosa. A atmosfera, que tinha sido cheia de alegria e emoção, rapidamente cedeu o lugar ao espanto. Centenas de caixas conjuradas, todas contendo teclados e outros instrumentos que nunca tinham visto antes: e tudo inútil em uma área sem eletricidade. A decepção foi palpável. Os bens foram armazenados temporariamente na igreja local e as mulheres da aldeia haviam insistido em encontrar uma solução antes da missa dominical.

Diz-se que o carismático líder anticolonial Amílcar Cabral ordenou que os instrumentos fossem distribuídos igualmente em lugares que tivessem acesso à eletricidade, o que os colocou principalmente nas escolas. Esta distribuição foi a melhor coisa que poderia ter acontecido - os teclados e outros instrumentos "prontos para uso" encontraram terrenos férteis nas mãos de crianças curiosas, nascidos com um senso de ritmo inato. Isso, por sua vez, facilitou a modernização dos ritmos locais, como Mornas, Coladeras e o estilo de música altamente dançante chamado Funaná, que havia sido banido pelos governantes coloniais portugueses até 1975 devido à sua sensualidade!

Observou-se que as crianças que entraram em contato com os instrumentos encontrados no navio herdaram capacidades prodigiosas para entender a música e aprender instrumentos. Um deles foi o genio musical Paulino Vieira, que, no final dos anos 70, se tornaria o arranjador de música mais importante do país.

8 das 15 músicas apresentadas nesta coletânea foram gravadas com a banda Voz de Cabo Verde, liderado por Paulino Vieira, o cérebro por trás da criação e promulgação do que é conhecido hoje como "O som cósmico de Cabo Verde".
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